domingo, 28 de agosto de 2011

Cenas do próximo, capítulo 1

  "Certo dia haviam parado para pensar;será que tinham feito a escolha certa ou seria apenas mais um erro que viria para a coleção? A vida dos dois jovens já levava um rumo desarrumado...Suas vidas tinham sido entregues ao vento e agora a notícia ecoava como um tiro certeiro nas duas mentes. Ela estava grávida e não havia mais volta,não havia mais solução; talvez o começo e o desenrolar da vida que estava para nascer seria o fim de duas jovens vidas,uma com 17 e outra com 18.
   Ele com 16,já havia experimentado todos os tipos possíveis de drogas e brigara com seus pais meses antes do seu aniversário, o que lhe custou não só a falta da cama arrumada ou a cobrança do pai pelo estudo como também tinha lhe exigido um amadurecimento precoce,algo que poderia vir a ser uma faca de dois gumes. Passados exatamente 4 meses depois do seu aniversário recebera a notícia de que seria pai aos 17.
   Ela,exatamente o oposto dele, "moça de família" e extremamente obediente, tinha se envolvido com "gente que não prestava" segundo seus pais, que não só desaprovavam o seu relacionamento como a proibiam de sair de casa com medo de que ela pudesse vê-lo. De uma forma ou de outra, seja quando ela fosse comprar pão como quando faltasse à escola para vê-lo, os dois por incrível que pareça continuavam a sobreviver diante de tantas obstruções.
   Depois da notícia contada por ela ter chegado aos ouvidos dele, discutiam debaixo dos velhos telhados do porão no final da rua dela o que fariam a partir dali. Percebiam que o seu relacionamento não tinha dado só frutos, mas notavam que da relação entre Marcelo e Joana sairia uma nova vida; brotaria dali um erro irreparável já que ela resistira aos argumentos de seu parceiro sobre abortar..."

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Silêncio audível

" Oh guerreiro,ando a te procurar em meu mais íntimo ser e já não te acho simplesmente. Sinto que estás cada vez mais cansado pois não aguentas as balas que disferem contra tua simplória espada.
  Samurai,o teu cabelo já foi cortado porém tua honra jamais poderá ser retirada do teu coração.
  Sinto que o grande guerreiro parou de lutar somente com o coração e passou usar a mente...um elemento indispensável à batalha.
  E daí que teremos que pagar o preço? O que importa se o sangue que corre em nossas veias for retirado gota por gota,dia após dia?
  O que importa se não nos foi dada a fórmula do sucesso mas somos doutores na invenção da estrutura do fracasso? E daí se tivermos que pagar o preço?
  E quem disse que temos que fracassar...isso cabe a nós,é simplesmente de nossa tutela o vencer ou não.
  A guerra não acaba enquanto ainda houver soldados mesmo que só esxista um...a guerra só acaba quando eu morrer...a minha armadura ainda está aqui...e o pior ou melhor...eu não me apego à vida, faço que nem o Son House aqui do lado,vou cantando meu blues solitário,sem ginga,porque se gingar não é blues. "Don't care for people grinnin' in your face"( Son House)